Especial: Sorteio de ‘Diário de obra’, de Alê Motta

Diário de Obra

Diário de Obra: um mês na vida de uma arquiteta

Mais um Sorteio Especial do boletim Leituras, o livro ‘Diário de Obra: um mês na vida de uma arquiteta’, de Alê Motta é publicado pela editora Jaguatirica Digital.

Com prefácio de Miguel Falabella, quarta-capa de Márcio Vassallo, e orelha do famoso arquiteto André Piva, Alê Motta exibe com muito humor o cotidiano de uma arquiteta carioca. No diário, o leitor pode acompanhar trinta dias na vida dessa personagem inquieta, simpática e encantadora, que vive cercada por engenheiros, mestre de obras, peões, e que tenta administrar seu tempo curto entre projetos, celulares, latas de tinta e muito quebra-quebra.

Para concorrer a um exemplar de ‘Diário de Obra’ de Alê Motta, basta comentar até o dia 26 de abril de 2013 aqui no post do Especial dizendo ‘Eu quero o Diário de Obra!’, contar uma experiência com obras em casa, ou dizer apenas que quer participar do sorteio.

Mais:

– o livro já é sucesso de público! Confira a crítica positiva dos leitores na Amazon;

– acompanhe, também, a fanPage de Diário de Obra;

– mais informações sobre o livro e a autora no hotsite;

– e no booktrailer do Diário de Obra.

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Especial: Sorteio de ‘Ninguém é feliz no paraíso’

Mais um Sorteio Especial do boletim Leituras, o livro ‘Ninguém é feliz no paraíso’, de Miriam Mambrini é publicado pelo selo MOTOR, da Íma Editorial.

O romance conta a história de Cássio que, perseguido pela culpa, se refugia na praia de Velas, um remoto vilarejo de pescadores que sofre as rápidas transformações dos anos 1970.

Logo o protagonista se vê às voltas com os conflitos dos moradores, uma decadente atriz de Hollywood, um clandestino da ditadura e um mal disfarçado “argentino”. Os corpos que a maré traz pela manhã mantêm a tensão na praia paradisíaca.

Para concorrer a um exemplar de ‘Ninguém é feliz no paraíso’ de Miriam Mambrini, basta comentar até o dia 14 de dezembro de 2012 aqui no post do Especial dizendo ‘Eu quero um paraíso!’, contar um sufoco que passou num lugar paradisíaco, ou – se não quiser ficar de prosa – dizer apenas que quer participar do sorteio.

Mais:

fanPage do livro

entrevista com Miriam.

depoimentos sobre o livro.

Especial: Sorteio de ‘A gorda’

A Gorda

Mais um Sorteio Especial do boletim Leituras, o livro ‘A Gorda’, de Anatole Jelihovschi é publicado pelo selo MOTOR, da Íma Editorial.

Sua prosa conta a história de uma gorda que administra um restaurante e, vestida como uma espanhola do século 19, acumula todas as funções: caixa, garçonete, cozinheira.

Na véspera de ano novo, sozinho e recém-separado pela quarta vez, o protagonista escolhe justamente esse restaurante, no centro da cidade, e acaba convidado para o espetáculo do Réveillon, onde a própria Gorda, ex-dançarina de cabaré, deve se apresentar. Descubra o que está por trás dessa Gorda.

Para concorrer a um exemplar de ‘A Gorda’ de Anatole Jelihovschi, basta comentar aqui no post do Especial dizendo ‘Eu quero essa Gorda!’, ou contar uma história de gordinha, ou – se não quiser ficar de prosa – dizer apenas que quer participar do sorteio.

Especial: Sorteio de ‘Filme’ + novidades

 

Filme, de Rodrigo Vrech

Mais um Sorteio Especial do boletim Leituras, o livro ‘Filme’, de Rodrigo Vrech inova trazendo um texto em forma de roteiro cinematográfico.

Com orelha do dramaturgo Jô Bilac, o livro traz treze contos mesclando referências culturais urbanas e contemporâneas.

Depois de participar da coletânea ‘A polêmica vida do amor’, Rodrigo faz sua estreia solo levando sua prosa cinematográfica para o papel.

Para concorrer a um exemplar do ‘Filme’ de Rodrigo Vrech, basta comentar aqui no post do Especial dizendo ‘Eu quero ler esse Filme!’ ou que quer participar do sorteio.

E as novidades!!

Na próxima semana, antes de começar a Rio + 20, Ramon Mello lança no dia 18 de junho, às 19h, na Blooks, seu novo livro ‘Poemas tirados de notícias de jornal’ (Móbile editorial). A obra foi contemplada pelo Edital Novos Autores Fluminenses 2010/2011 da Secretaria de Estado de Cultura do RJ.

O livro também ganhou vídeo de divulgação. O convite está abaixo.

Poemas tirados de notícias de jornal

E o Rio de Clarice, da organizadora Teresa Montero, também estará dentro da programação da Rio+20!

Para quem for ficar na cidade, é um bom passeio para se conhecer o Rio em um passeio conectado com o tema da Sustentabilidade. Os passeios acontecerão nos dias 16 e 24 de junho.

O Rio de Clarice

Especial: Deus no Labirinto

Deus no Labirinto - capa

Inaugurando a parceria de especiais e promoções com a Editora Baluarte, o site paulacajaty.com divulga o lançamento de ‘Deus no labirinto’,de Ricardo Labuto Gondim. Com prefácio de Washington Olivetto e orelha do escritor Bogado Lins, o livro traz nove contos e dois ensaios, mesclando referências culturais que vão de Homero às histórias em quadrinhos (passando por textos sagrados cristãos e judaicos). Paixão e amor, morte, aniquilação e eternidade, tempo e espaço, o sagrado e o profano são elementos do humor, drama, mistério e suspense em “Deus no Labirinto”, cujos contos misturam personagens históricos e pessoas reais em tramas alucinatórias – ou descobrem o extraordinário na experiência do cotidiano.

Ricardo Labuto Gondim, nascido em 1966 no Rio de Janeiro, é teólogo, roteirista, professor, ensaísta, crítico de cinema e música erudita.

A Editora Baluarte é uma jovem editora com sede em São Paulo. Sua perspectiva é fazer um grande investimento em livros de ficção e artes. Além do compromisso com uma boa qualidade gráfica, revisão, diagramação e distribuição, seu grande diferencial será a parceria com editoras estrangeiras. Confira a página da Baluarte no Facebook.

O Lançamento acontece na quarta-feira, 23 de maio, 19h, no Boteco Salvação (Henrique Novaes, 55 – Botafogo, RJ). O convite está abaixo.

Apresentação: Quem decifrar a chave também decifrará o Universo

Nos contos de Deus no Labirinto o tédio e a banalidade da experiência cotidiana são negados pela busca do fantástico. Do insólito. Do paradoxo. Que mistério envolve os criadores do cinema brasileiro, o dirigível Hindenburg, um assassino brutal e deuses mais antigos que o Egito? Se tivesse chance, o que diria à criança que você foi? Como decifrar uma Chave de sentenças gregas e hebraicas para viver a experiência mística mais transcendente de todos os tempos: ver Deus face a face? Personagens históricos e pessoas reais em tramas alucinatórias. Deus no Labirinto. Quem decifrar a Chave também decifrará o Universo.

Leia aqui o “Prefácio ma non troppo”, por Washington Olivetto

Estava lendo o recém-lançado “O Triunfo da Música”, do inglês Tim Blanning, que analisa os ingredientes que fizeram da música a mais influente das formas artísticas. De repente, interrompo a leitura para dar uma olhada nos originais do, até então, inédito “Deus no Labirinto”, que um amigo me pede para prefaciar.

Vou direto ao conto que dá nome ao livro e encontro uma frase inventada pelo autor, mas inspirada no maestro Arturo Toscanini: “Quando nascemos somos um número infinito de possibilidades e futuros, a vida nos rouba e nos limita”.

Encantado pela frase, opto por manter a leitura dos dois livros ao mesmo tempo. Imediatamente, os livros começam a se misturar entre si, em sua paixão pela música e qualidade de escrita. Mas, enquanto “O Triunfo da Música” é tese doutoral, “Deus no Labirinto” é pura ficção, desde a sua autodefinição: “contos, mentiras deliberadas e dois ensaios ociosos”.

A mistura das duas obras no meu cérebro vai ao encontro também de uma frase dita pela personagem Frei Guilherme de Baskerville, do livro “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, citada na abertura de “Deus no Labirinto”: “Frequentemente os livros falam de outros livros”.

Amparado por essas coincidências, resolvo escrever o prefácio de um citando o outro, até porque o encadeamento harmônico das palavras dos dois são música para os meus olhos. Tudo caminhava muito bem até me recordar de que minha obrigação neste prefácio era falar de “Deus no Labirinto” de um jeito allegro, ou até mesmo fortissimo, exaltando a sua originalidade e excelência literária em vez de ficar comentando de um jeito moderato os méritos de um outro livro já lançado.

A tarefa não me é difícil, porque não tenho dúvidas: Rynaldo Gondim é um talento original que realmente escreve muito bem. Sempre gostei dos seus anúncios, outdoors e comerciais de televisão.

Mas esse Gondim que eu acabo de exaltar é o Gondim publicitário, meu companheiro de oficio, que me pediu que escrevesse o prefácio do livro do seu irmão, o Gondim escritor.

O Gondim escritor, que, segundo o próprio Rynaldo, é quem realmente escreve bem nessa família (fato com o qual eu concordo plenamente) é o Ricardo Gondim, autor deste surpreendente “Deus no Labirinto”.

Misturei os dois irmãos no encerramento deste texto pelo mesmo motivo que misturei os dois livros na abertura: não quero que a vida me roube e me limite o infinito número de possibilidades e futuros que ela mesma me oferece.

EXCLUSIVO PARA O BOLETIM LEITURAS – CONTO INÉDITO

PAPAI NOEL ACREDITA EM VOCÊ

É um dia qualquer no início de julho e você acorda com a garganta seca. Consulta o relógio, são duas da manhã. Pé ante pé, para não acordar ninguém, vai até a cozinha. Está abrindo a geladeira quando alguém tosse na sala de estar.

Você entra e acende a luz: Papai Noel está muito à vontade na poltrona, como se a casa fosse dele. Imediatamente você assume posição de defesa, como um boxeador antiquado:

— Não se mexa. Vou chamar a polícia.

Papai Noel sorri:

— Eu não pareço um ladrão, pareço?

Seu primeiro impulso é saltar sobre ele e dominá-lo. Mas o sorriso é tão doce… Aquele sujeito não pode ser um ladrão. É apenas louco. Um louco sereno.

— Tem razão — você diz. — Vou chamar o hospício.

Papai Noel sorri ainda mais:

— Sim. Diga a eles que o Papai Noel está sentado na sua sala. E que “ele” é louco.

Você bate o telefone.

— Quem é o senhor?

— Eu sou o Papai Noel.

— Ora, senhor, convenhamos! Papai Noel? Veio um pouco tarde este ano, hein? Ou talvez cedo demais!

O velhinho responde com serenidade:

— Que diferença faz se há mais de trinta anos eu não te visito?

Você fica desconcertado. Responde em tom de deboche:

— É verdade, Papai Noel. Por que você nunca mais me visitou?

— Para que eu visite alguém, esse alguém tem que acreditar em mim. Só ganha presente do Papai Noel quem acredita nele.

Você pergunta com indisfarçável desdém:

— E o senhor me trouxe um presente?

Lenta e pesadamente o Papai Noel se põe de pé. Dá um passinho tímido à frente, juntando a ponta dos dedos sobre o grande arco da pança. Parece embaraçado, mas fala com doçura, num tom quase solene:

— Sim, eu trouxe: um abraço; e uma esperança.

A frase te toca. Aqueles olhos, aquele sorriso… É ele! É ele! E você abraça o Papai Noel, que é sólido como bolo de chocolate. Abraça-o como uma criança, de olhos fechados e sorriso aberto.

Então você acorda.

Consulta o relógio, são duas da manhã e você está com a garganta seca. Vai até a cozinha, bebe um copo d’água e fica escutando.

Nenhum ruído. Só o silêncio desolador.

Como quem não quer nada, você entra na sala de estar e acende a luz.

Vazia.

Para não fazer papel de bobo, verifica se a fechadura está trancada (é claro que está, você mesmo trancou).

Então você sorri. Sem desculpas, sem remorsos, contente por ter sido tolo. Mas de uma tolice plena de significação e beleza, de uma pureza do tamanho do Universo. E volta para cama cheio de esperança, contente consigo mesmo e com a vida.

Na sala, atrás da cortina, Papai Noel não se contém de tanta felicidade.

Especial: Feira de Londres 2012

Pré-Feira – de 09 a 15.04.2012

Considerando que seria bobagem passar 12 horas num avião para aproveitar 2 dias e meio de Feira, e depois passar outras 12 horas no avião de volta pro Rio, juntei o feriado da Páscoa para fazer uma viagem que há muito tempo estava aguardando no meu caderninho: Amsterdam e Praga. Por quê essas duas cidades em particular? Bem, eu vou dizer.

Amsterdam tem um ambiente experimental que só uma história de ficção poderia conceber. Lojas que vendem picotadores de erva e pirulitos de maconha, apetrechos para o uso de cocaína e drogas injetáveis, bolinhos de cogumelo, sexshops com equipamentos de sexo ‘sci-fi’ a cada farmácia. Até para adultos é algo que choca um pouco pela gratuidade. Mas, muito longe da baixaria marginalizada pelos próprios moradores locais, o povo é amistoso, calmo e totalmente relax, chegando ao ponto de te oferecerem ovo cozido com chope, no caso de você ser pego de surpresa pelos restaurantes fechados quando mal acabou de passar a meia-noite. Com poucas crianças circulando pela cidade, a casa de Anne Frank e os campos de tulipas (estes últimos só abertos de março a maio) são a atração mais concorrida para o turismo familiar. Alugar uma bike também é um passeio delicioso para conhecer a cidade.

Praga, por sua vez, tem inúmeros encantos. É ao mesmo tempo uma cidade romântica e uma cidade de zoação da juventude europeia. Ao mesmo tempo em que você vê casais homos e heteros se beijando apaixonadamente à sombra das estátuas da Ponte Carlos, grupos de rapazes em despedidas de solteiro épicas passarão em limusines com loiras tchecas e taças de espumante. No entanto, isso não foi o mais interessante. Além de passear pelo Museu de Kafka e conhecer os segredos do Castelo de Praga, a melhor descoberta do leste europeu foram as marionetes artesanais feitas em cerâmica, resina ou madeira e espalhadas em lojas turísticas e especializadas de toda a cidade.

Discute-se muito sobre a tradição das marionetes (veja na Wikipedia, e no relato de Fernando Dannemann), quando surgiu e em quais civilizações teve sua melhor representação, mas é certo que, no século XX, a Tchecoslováquia aderiu especialmente a essa manifestação artística.

Outra boa pedida, em Praga, é aproveitar a cerveja tcheca, a comida deliciosa e os concertos de câmara. Os concertos normalmente são mais baratos do que o circuito Rio-SP, sempre há entradas disponíveis fora da temporada de julho, e você será presenteado pela excepcional qualidade dos músicos e dos espaços seculares concebidos para a boa acústica musical. As festas nos undergrounds também são inesquecíveis. São no underground mesmo, no subsolo dos prédios antigos e os tchecos se aproveitam da facilidade dos cristais para deixar tudo com um ar especialmente charmoso e misterioso.

Depois de todos esses passeios e descobertas (e até com uma certa pena de ir embora), segui para Londres.

Praga

Dia #1 – 16.04.2012

Texto reproduzido no blog Tempo de Letras, da CBN

No primeiro dia, depois do susto inicial com a organização dos ingleses e com os leitores óticos reconhecendo os visitantes quase como em Minority Report, comecei a realmente ver a Feira.

Na área digital, a maioria das empresas busca fornecer serviços para editoras e autores independentes, seja através de uma plataforma única de conversão de formatos, seja vendendo serviços com cobrança por livro, ou então praticando o modelo de agência, cobrando um ‘set up’ mínimo e depois percentual sobre vendas futuras.

A parte de vendas de produtos por atacado para livrarias é realmente impressionante! Dá vontade de comprar todos os produtos, mas o que está à venda são os displays, totens, e uma quantidade grande de mercadorias.

Há também alguns Start-ups, como leitores digitais fora do padrão Kindle-Nook-Kobo. E mais plataformas incríveis que incluem toda a cadeia produtiva, desde a publicação de livros digitais interativos até a administração das vendas e estatísticas como a ewowbooks.com.

A praça de alimentação é espetacular, distribuída por todos os pavilhões, e no andar superior. Banheiros não faltam, não ficam sujos e não dispõem de filas maiores do que 3 ou 4 pessoas.

Assisti, também, à apresentação do painel sobre o mercado brasileiro e me pareceu fogo-amigo. Em suma, apresentando os dados da pífia performance do público-leitor brasileiro, em contraste com a performance espetacular de Ágape, Zíbia Gasparetto e Roberto Shinyashiki, o paradoxo ficou bem claro: para acertar nas vendas no Brasil, basta caminhar para o lado religioso e da auto-ajuda. Ou, se o publisher estrangeiro estiver incerto, mas quiser arriscar boas vendas (como o case de estrangeiros que emplacaram mais de 1 milhão de unidades vendidas apenas nas livrarias Laselva), basta usar os serviços da Patricia Siebel, da Kogan Page e agente literária freelance, que foi aplaudida no final de sua apresentação.

O estande do Brasil estava muito bonito, produzido pela Biblioteca Nacional, exibindo os livros brasileiros premiados em 2011, assim como o catálogo das publicações da FBN.

Bem, por hoje é isso. Agora é correr para trocar de roupa no hotel e tentar assistir ao Fantasma da Ópera no Her Majesty Theatre, em cartaz desde 1986 em Londres (ou é muito turista ou o povo não cansa dessa peça… rsrs).

Amanhã tem mais.  ;)

badge LBF 2012

 

Dia #2 – 17.04.2012

Texto reproduzido no blog Tempo de Letras, da CBN

O interessante da Feira de Londres é que se trata de uma feira de negócios (trade) – muito diferente das bienais e feiras brasileiras que possuem enfoque no consumidor -, na qual você pode montar uma livraria completa com os melhores itens do mercado mundial. E, se for um editor, pode conhecer catálogos e apresentar também seus títulos. É claro que sairá na frente todo o povo anglófono, como australianos, indianos e os sul-africanos, que já têm a língua inglesa bastante fluente na sociedade.

O ritmo da feira foi febril, pois em três dias houve mais de 400 palestras e conferências (dentre elas as apresentações das empresas participantes, seus produtos e serviços), abordando questões de literatura, tradução, literatura infantil e juvenil e um grande espaço para tudo relacionado ao mundo digital, já que estamos caminhando para um mundo onde não é mais possível desenvolver qualquer negócio sem pensar nessa dimensão.

Foram mais de 1.500 expositores de 57 países, 5 deles estreantes nessa feira: Brasil, Hungria e Hong Kong, entre outros. A feira atraiu mais de 24 mil profissionais do mercado editorial, 56% nacionais e 44% estrangeiros. Simplesmente impossível conferir tudo.

Neste ano, a cerimônia do prêmio Lifetime Achievement foi para Jorge Herralde, diretor da editora Anagrama, reconhecido pelo trabalho incansável na divulgação da literatura hispânica.

Pelo que ficou evidente na área digital, o grande desafio do mercado editorial é, hoje, a necessidade de se criar um sistema multiplataforma em que se permita a leitura de um livro digital em qualquer formato e em qualquer tipo de leitor eletrônico. Enquanto as lojas virtuais (Amazon, Apple) tentam impor formatos proprietários, o editor se vê obrigado a lançar mào de um grande investimento para publicar em todos os formatos possíveis.

Para minimizar isso, surgiram diversas empresas agregadoras de conteúdo, como a Ingram, que se propunha a tranalhar desde a recepção do manuscrito até a distribuição final em todas as lojas online e controle de vendas e estatísticas sobre o comportamento do leitor (quantas páginas virou, etc.).

Se esse modelo vingar, o trabalho do editor se resumirá à seleção dos conteúdos publicáveis e preparação dos originais. Ou seja, a essência do trabalho editorial.

Por outro lado, ficou bastante evidente que o foco principal era o de compra de direitos de livros na língua inglesa, com a apresentação dos potenciais mercadológicos do público-leitor brasileiro. Num segundo plano, ficou a divulgação da literatura nacional com o gancho de incentivo de traduções recentemente criado pela Biblioteca Nacional.

Na verdade, a compra de participações nas editoras nacionais demonstra bem isso: o empresário estrangeiro quer vender seu catálogo sem precisar conhecer profundamente as características do nosso mercado, que podem ser tranquilamente resolvidas pelos ex-administradores da empresa  nacional, mantendo os executivos brasileiros que tenham adquirido ao longo dos anos essa experiência.

Para quem é do mercado editorial, participar de uma Feira desse porte é vislumbrar um futuro ideal. Futuro que sempre sonhamos para o Brasil, para nossos leitores e para nossa cultura. Futuro que precisa ser (re)pensado e urgentemente construído por nossas autoridades e pelo empresariado nacional.

Bem, a próxima Feira de Londres já tem data para acontecer: será nos dias 15 a 17 de abril de 2013 no pavilhão de exibições de Earls Court, e o país no Mercado em Foco será a Turquia.

Mais uma oportunidade para que o Brasil aumente sua participação no evento, permitindo um intercâmbio mais equilibrado entre as duas culturas.

 

Dia #3 – 18.04.2012

O terceiro dia esfriou bem. No tempo gelado e no ritmo da feira. Vendo que o povo já estava em debandada, aproveitei para badalar pela Oxford Street e pela Piccadilly, antes que desse a hora de pegar o voo de volta para o Rio.

Nessas andanças mais do que corridas, fiz umas compras ‘básicas’ na Penhaligon’s, loja de perfumes mais top de Londres, e na Campo Marzio, loja de acessórios de escritório e papelaria que, em breve, aterrissa em São Paulo. Também parei na Hamley’s, uma loja de brinquedos com cinco andares que, se você der bobeira, deixa todas suas Libras por lá (ou até perde o voo, como no meu caso), simplesmente porque eles colocam verdadeiros showmen para fazerem a demonstração dos produtos. Dá para reparar o sorriso abobado dos pais durante as demonstrações mágicas dos vendedores…

 

Quer ver fotos exclusivas do evento?

Basta olhar no meu Twitter, ou no Facebook, me seguir e conferir as fotos. Até que, para uma leiga na arte de fotografar, estão bem boas com a ajuda inestimável do iPhone e dos filtros bacanas do Instagram. 🙂

Autorretrato

Especial XV Bienal

Amanhã é feriado, vai fazer sol e um calor suave. Dia perfeito para… ir à Bienal do Livro!!!

Estive lá no sábado (03/set), e conferi muitas e boas novidades. Antes de mais nada, é imperdível conferir a Maré de Livros e a Bienal Digital. Depois, é a vez de se programar para a maratona literária! Coloque um tênis bem confortável, e pernas-pra-que-te-quero nos pavilhões do RioCentro:

>> a programação do Café Literário tem ótimas surpresas:

– às 13h, ‘Somos filhos de nossos filhos’, com Gloria Kirinus, Guto Lins e mediação do querido escritor e poeta Henrique Rodrigues;
– às 17h, tem o debate sobre a ‘Vida de escritor hoje’, reunindo Adriana Lisboa, Cristóvão Tezza e Luiz Ruffato (e autógrafos de Luiz Ruffato logo após, às 19h, no estande da Record);
– às 19h, o super-mega-best-seller-brasileiro Laurentino Gomes, de 1808 e 1822.

>> no espaço Encontro com Autores:

– às 15h, a mesa ‘Pátria amada, Pátria minha’ faz uma homenagem à Independência, com Eduardo Bueno e Valéria Martins;
– às 18h, a vampiróloga mundialmente conhecida Anne Rice (do filme ‘Entrevista com Vampiro’) fala sobre sua obra, com a mediação de Claudia Chaves;
– e, finalmente, às 19h30, o famoso escritor da emocionante ‘A Cabana’, William Paul Young, será mediado pela tradutora e amiga Celina Portocarrero.

>> no espaço Mulher e Ponto:

– às 17h, estarão lá marcando ponto ‘As mulheres da ABL’, as grandes escritoras Nélida Piñon e Ana Maria Machado;

>> na Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (12-B-Laranja), às 18h, o escritor Márcio Vassallo faz um talk show com Ruy Castro.

>> no Espaço da Leitura, promovido pelo FNDE/MEC (Q26/P23-Verde), que será organizado pela Estação das Letras, da querida Suzana Vargas, serão exibidos os livros selecionados para o PNBE (Plano Nacional Biblioteca na Escola), e estão sendo realizados mais de 40 eventos direcionados ao público em geral e para o público específico das escolas estaduais e municipais.

>> os livros do selo Subtítulo (blog e site) estão sendo lançados no estande da editora Oficina de Livros (P-19-Verde) nesta XV Bienal desde o dia 03 de setembro. Atenção para os lançamentos: Você tem Meia Hora (chick-lit), de Camila Nascimento Silva, ‘Mágica Vida Mágica, Diário de Necessidades e Sincronicidades’ (auto ajuda) de Carlos Lopes.   

Um guia resumido para olhar os lançamentos e novidades da Bienal:

– A cinderela das bonecas – Ruth Rocha
– À donf! – Dicionário de gírias francês-português
– África, escritas literárias – Carmen Tindó Secco
– A googlelização de tudo – Siva Vaidhyanathan
– Alvo noturno – Ricardo Piglia
– A máquina de Joseph Walser – Gonçalo M. Tavares
– De volta à Cabana – William Paul Young

– Diário da queda – Michel Laub
– Elixir – Hilary Duff
– Finalidades sem fim – Antonio Cícero
– Infâmia – Ana Maria Machado

– Kôra e a masmorra de Atro – Ana Flávia Abreu
– Lili, a estrela do mar – Katia Pino
– Linguagem de sinais – Luiz Schwarcz
– Livro de Joaquim – Tempo perdido – Laura Malin
– Método prático da guerrilha – Marcelo Ferroni
– O senhor Swedenborg e as investigações geométricas – Gonçalo M. Tavares
– O senhor Valéry e a lógica – Gonçalo M. Tavares
– O senhor do lado esquerdo – Alberto Mussa
– 50 poemas escolhidos pelo autor – Juçara Valverde

– Os homens de barro – Ariano Suassuna
– Os últimos soldados da Guerra Fria – Fernando Morais
– O Terceiro Reich no poder – Richard J. Evans
– O único final feliz para uma história de amor é um acidente – João Paulo Cuenca
– O verso do cartão de embarque – Felipe Pena
– Paisagem com dromedário – Carola Saavedra
– Para Sempre – Ana Maria Machado
– Rock in Rio: a história do maior festival de música no mundo – Luiz Felipe Carneiro
– Roger Chartier – a força das representações: história e ficção – João Cezar de Castro Rocha (Org.)
– Se eu fechar os olhos agora – Edney Silvestre
– Um erro emocional – Cristovão Tezza

– Visão Distorcida – Dag Bandeira
– Veneza a pé – Insight Guides
– Zuckerman acorrentado – Philip Roth